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11 de dezembro de 2015

Colheita de estrelas.

Peter On Instagram


"Quem responde a um menino com uma mentira age como um homem que lança uma pedra do alto da montanha [...] Lançada uma primeira pedra, esta chama outras pedras que, por sua vez, chamam pedregulhos... Quem conta uma mentira a uma criança arrisca-se a provocar uma derrocada." Aviso do mago Córdomo NO RASTRO DAS ESTRELAS, quando os três reis eram príncipes. Texto de António Torrado, il. Lélis. #paulinaseditora (2010) #literaturainfantil #antoniotorrado #lelis


Em busca da arte e do aprendizado, dialogando com os quadros de #pedroalexandrino #eliseuvisconti #lasarsegall #tarsiladoamaral #guignard #franciscorebolo #arcangeloianelli, cada palavra vai se tornando uma forma, um gesto, uma cor, uma pincelada no imaginário dos leitores. Para o cotidiano ser refeito. Com simpatia e afeto. SETE CONTOS, SETE QUADROS, de Carla Caruso e May Shuravel #editoramoderna (2014) #literaturainfantil #livroinformativo #carlacaruso #mayshuravel


"O problema existencial e filosófico com que o pequeno príncipe se vê confrontado é o do próprio isolamento da consciência no seio do universo atomizado (os planetas no céu) e o vazio (o deserto na Terra), onde inexiste qualquer possibilidade de relação." Philippe Forrest: Piloto de guerra (2013) #classicoszahar trad. Rodrigo Lacerda posfácio #rodrigolacerda #editoraautentica trad. Gabriel Perisse #gabrielperisse #pequenoprincipe #exupery O que quer dizer... cativar?

10 de agosto de 2011

espelhos sonoros em um nome só

peter o.sagae


No estuário de sons que um nome contém, Bartô promove suas escavações poéticas: coisa, enfeite e canto de inventor mineiro, tirando desse mergulho imagens que nadam de uma ideia a outra. Mário, nome de poeta e menino, é feito de mar e rio, habitado, todo e mágico, por peixes... Do doce som da cachoeira ao choro dá água salgada, o rio encontra o mar. E no caminho? Céu, plantas, nuvens e aves. Mário é também ar... E, tomando cada palavra que emana incessante do próprio curso-discurso, Bartolomeu faz chover literariamente em nossa imaginação o silêncio que o olhar mais raso não viu: debaixo da casca das palavras, um mundo por descobrir. Onde Mário morava? Numa casa coberta de hera? O que ouvia o coração do menino? Barco sem leme é ninho? Ou concha onde repousa um ovo branco como pérola? Com que pena se registra a poesia?


Eu não respondo, mas indico este livro que irradia rumo a outros textos de Bartolmeu Campos de Queirós. Mário foi publicado, pela primeira vez, com ilustrações de Sara Ávila de Oliveira (Miguilim, 1982) e, em sua terceira casa editorial, ganha aquarelas de Lélis (Global, 2009). “Mário agora é farol em alto-mar.”

26 de julho de 2011

"a luz é seu tesouro"


Porque o exercício do poeta é tornar semelhantes os diferentes, Bartolomeu Campos de Queirós revela, com humor ingênuo e zelo, voos adivinhados dentro do ovo, cantos, asas que elevam anjos e aves ao céu mais cor de flauta... Mansamente, o autor desperta espantos do ninho das palavras e, então, acalenta o cotidiano e a imaginação como feitos da mesma matéria.

Seja lá “noite clara de prata” ou “dia com brilho de ouro”, no voo lúdico destes versos, o pequeno leitor pode comparar e permutar os objetos oferecidos à sua percepção: o ovo, a ave, a clara, a gema, a terra, o mar, o ar leve... às vezes cantos e rezas — e descobrir simpaticamente porque “é preciso duas casas para menino virar anjo”. Eis aí um antídoto contra pensamentos rasteiros, ainda que qualquer criança esteja distante de saber o que veio nos contar Octavio Paz: “cada imagem — ou cada poema composto de imagens — contém muitos significados contrários ou dispares, aos quais abarca ou reconcilia sem suprimi-los”. Ela bem o sabe, instintivamente. Por instinto poético.

Nas ilustrações de O OVO E O ANJO, em sua primeira edição (Global, 2007), Helena Alexandrino recria bonitos motivos sugeridos pela poesia de Bartolomeu. Escolheu a semelhança delgada da cegonha para representar a afeição humana das aves, fez anjos canoros e também anjos que são meninos em estripulias pelas paisagens tingidas de aurora, verde-água e diluições em cobalto, desenhou ninho de ovos e ninho que é colo de mãe. E olhos sempre fechados, como afirmando que a poesia é uma visão íntima aos sonhos. Na capa, símbolos dançam e se abraçam mágica e devotadamente. Ave e anjo se tocam na cumplicidade de oração, carinho mútuo, envolvendo com suas asas o mundo onde pousa o pé do menino buscando voo. É um mundo todo guardado como o tesouro de um ovo.

* Extraído de Dobras da Leitura 51, começo de 2008.


Já na segunda edição de O OVO E O ANJO (para obedecer acordos e desacertos ortográficos, vôo sem circunflexo pairando no mundo), em 2009, as artes de Lélis modifica fortemente a ambientação da leitura dos poemas. O aspecto lúdico e festivo em tons suaves de rosa, azul, verde, cede agora espaço para representações mais realistas de anjos e antigas cidades que parecem despovoadas em um conjunto predominantemente sépia.
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