Peter On Instagram
Notícias sempre chegam de outras paragens e de outros contos. A prima de mamãe tinha 7 filhos e só por muita sorte escaparam do Lobo. Mesmo morando na vila, Mamãe Cabra anda assustada, tudo pode acontecer a Lilo, Laila e Lulu... Uma história sobre antigos juízos e mudanças de hábito, com o chapéu e a echarpe vermelha de Aristide Bruant. MAMÃE TEM MEDO, de Beatrice Masini, il. Alireza Goldouzian, trad. Márcia Leite #editorapulodogato (2015)
Acorda o Lobo e lá vai ele, pé na estrada. Encontra um ratinho. "O senhor quer me comer?! Eu?! Mas eu sou magrinho!" - e com uma conversa fiada vão escapando também o porco-espinho, o sapo, o jabuti e hmmm, o touro! No final do caminho e ainda mais faminto, ele encontra a casa da vovó e o portão aberto... A FOME DO LOBO se sacia com bondade. Texto de Cláudia Maria de Vasconcelos, il. Odilon Moraes #editorailuminuras (2015) #literaturainfantil
Ninguém sabe ao certo o que aconteceu com o Lobo, mas correram com ele para o hospital onde foi atendido por uma ovelha branquinha e gentil que se derramou sobre o paciente em demasiadas atenções. O que era pura artimanha de lobo fingindo-se bonzinho, tomando remédio e até infecção sem reclamar, logo se transformou em uma insuspeitada paixão. O MAL DO LOBO MAU, de Cláudio Fragata, il. Luiz Maia #editorapositivo (2009) #literaturainfantil
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17 de dezembro de 2015
Medo do Lobo? Não seja bobo...
Dobras da Leitura O'Blog tem [+]
Cláudia Maria de Vasconcelos,
Cláudio Fragata,
Contos e Recontos,
Editora Iluminuras,
Editora Positivo,
Fábulas,
Luiz Maia,
Odilon Moraes,
Pulo do Gato
16 de abril de 2013
era cigarra, era formiga
peter o.o sagae
Nunca pude saber se as formigas têm dentes para sorrir pois, mesmo banguelas, o fato não as impediria de cair na risada contra a cigarra, tal como fabulou Esopo a respeito da colheita dos preguiçosos, num belo e distante dia de inverno...
Roberto Piumini transformou a velha fábula, curtinha, em uma lengalenga: pousada no alto de um galho, a cigarra azucrina um ratinho, uma abelha e, por fim, uma formiga fatigada que puxa um pesado grão de trigo. Ora, o frescor verde das folhas de verão desaparece, tudo seca e a cigarra vai ao chão. Zanzando por todos os lados, ela não mais estridula, mas treme com fome e com frio... Ao fim do percurso narrativo, encontram-se A cigarra e a formiga, com imagens de Nicoletta Costa e a tradução de Daniela Bunn (Positivo, 2010), no formigueiro.
A primeira suplica, a outra explica: “Para trazer aqui dois ou três grãos, duas ou três de nós trabalharam dois ou três dias.” Educadíssima a formiga. Porém, o coro de vozes não muda um til ou uma vírgula da lição, enquanto a cigarra se aproxima da porta: cantou, agora dance!
No entanto, dizem... que, ao escolher a história da cigarra e da formiga para encabeçar e abrir o volume de suas Fábulas Escolhidas, em 1668, La Fontainenão escondia a intenção de encenar o drama dos artistas – que cantam, pintam, escrevem – e enviar um recado político e polido ao rei e à sociedade frívola da época. A estratégia do escritor francês foi deixar os versos sem o arremate de uma moralidade explícita, permitindo que o final permanecesse em aberto para os leitores tomarem um ou outro partido. Na estante de livros, o busto de La Fontaine parece sorrir e piscar para nós, embora a verdade seja como sofrer mordedura de formiga: ainda nos coça...
Muitos escritores e poetas posicionaram-se em defesa da cigarra – o que é bastante óbvio, modificando principalmente o desfecho da narrativa com ampliações, remendos, arremedos, com a moral esópica às avessas, como as duas versões de Monteiro Lobato (1922), a narrativa rimada de Braguinha (nos anos de 1960) ou o poema de José Paulo Paes, breve sempre e bastante sensível, no livro Poemas para brincar, com ilustrações de Luiz Maia (Ática, 1989).
SEM BARRA
Enquanto a formiga
Carrega a comida
Para o formigueiro,
A cigarra canta,
Canta o dia inteiro.
A formiga é só trabalho.
A cigarra é só cantiga.
Mas sem a cantiga
Da cigarra
Que distrai da fadiga,
Seria uma barra
O trabalho da formiga!
Por fim, Alessandra Pontes Roscoe também escreve, leva e traz A outra história da cigarra e da formiga, com ilustrações de Adilson Farias (Mundo Mirim, 2010), introduzindo um bem-te-vi para resolver o bate-boca ao pé do formigueiro. O texto possui uma divisão formal como se escrito em versos, deixando prevalecer, contudo, a feição da prosa em ordem direta:
A formiga, arrependida,
percebeu que estava sendo metida,
até mesmo um pouco exibida,
achando que só o seu trabalho
era importante na vida.
Nunca pude saber se as formigas têm dentes para sorrir pois, mesmo banguelas, o fato não as impediria de cair na risada contra a cigarra, tal como fabulou Esopo a respeito da colheita dos preguiçosos, num belo e distante dia de inverno...
Roberto Piumini transformou a velha fábula, curtinha, em uma lengalenga: pousada no alto de um galho, a cigarra azucrina um ratinho, uma abelha e, por fim, uma formiga fatigada que puxa um pesado grão de trigo. Ora, o frescor verde das folhas de verão desaparece, tudo seca e a cigarra vai ao chão. Zanzando por todos os lados, ela não mais estridula, mas treme com fome e com frio... Ao fim do percurso narrativo, encontram-se A cigarra e a formiga, com imagens de Nicoletta Costa e a tradução de Daniela Bunn (Positivo, 2010), no formigueiro.
A primeira suplica, a outra explica: “Para trazer aqui dois ou três grãos, duas ou três de nós trabalharam dois ou três dias.” Educadíssima a formiga. Porém, o coro de vozes não muda um til ou uma vírgula da lição, enquanto a cigarra se aproxima da porta: cantou, agora dance!
No entanto, dizem... que, ao escolher a história da cigarra e da formiga para encabeçar e abrir o volume de suas Fábulas Escolhidas, em 1668, La Fontaine
Muitos escritores e poetas posicionaram-se em defesa da cigarra – o que é bastante óbvio, modificando principalmente o desfecho da narrativa com ampliações, remendos, arremedos, com a moral esópica às avessas, como as duas versões de Monteiro Lobato (1922), a narrativa rimada de Braguinha (nos anos de 1960) ou o poema de José Paulo Paes, breve sempre e bastante sensível, no livro Poemas para brincar, com ilustrações de Luiz Maia (Ática, 1989).
SEM BARRA
Enquanto a formiga
Carrega a comida
Para o formigueiro,
A cigarra canta,
Canta o dia inteiro.
A formiga é só trabalho.
A cigarra é só cantiga.
Mas sem a cantiga
Da cigarra
Que distrai da fadiga,
Seria uma barra
O trabalho da formiga!
Por fim, Alessandra Pontes Roscoe também escreve, leva e traz A outra história da cigarra e da formiga, com ilustrações de Adilson Farias (Mundo Mirim, 2010), introduzindo um bem-te-vi para resolver o bate-boca ao pé do formigueiro. O texto possui uma divisão formal como se escrito em versos, deixando prevalecer, contudo, a feição da prosa em ordem direta:
A formiga, arrependida,
percebeu que estava sendo metida,
até mesmo um pouco exibida,
achando que só o seu trabalho
era importante na vida.
Dobras da Leitura O'Blog tem [+]
Adilson Farias,
Alessandra Roscoe,
Companhia das Letrinhas,
Ed. Mundo Mirim,
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Nicoletta Costa,
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