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20 de agosto de 2014

macacos me mordam!

peter o,sagae



Qual a quantidade ideal de macacos, pra gente aprender a contar? Um dá um salto, outro senta ao lado do primeiro (já são dois) e mais outro espera sua vez, então pula... São três macacos no galho. Um a um, eles vão entrando na jogada – e, não demora, lá são dez!

Maurício Veneza e Jean-Claude R. Alphen reuniram talento e humor em um livro para crianças pequenas, apresentando os números às voltas com algumas brincadeiras, caras e caretas que diferentes símios podem fazer; ora é um sagui aqui e ali, um mico-leão-dourado debaixo de uma coroa, um chimpanzé castanho, outro de pelagem mais escura... O galho já estava pesado, quando veio mais um macaco: um gorila, essa não! Foram todos para o chão!


Leitores e professores, olhem lá: Macacada (Positivo, 2011) é um livro de contar, selo ‘Altamente Recomendável’ da FNLIJ e um dos 30 Melhores Livros Infantis do Ano (Revista Crescer) 2012.


Mais de dez macacos gritando e balançando aparecem no livro de Sílvio Costta, ilustrado por Liza Petiz: Cada galho com seu macaco (Paulinas, 2014). Contrariamente à diversão, a intencionalidade do texto é a advertência: folia demais pode acabar em desastre...

7 de abril de 2013

macacos me abracem

peter o.sagae... escafedeu-se!


O que as pessoas não sabem é que já fui macaco. Não em outra vida, Deus me livre de acreditar numa coisas dessas... Foi mesmo no rádio, há vinte anos, enfrentando onça no meio do mato – e, no jogo estereofônico, ela de um lado, eu do outro, alertando que, logo, logo, ia dar a pior tempestade. Só mesmo se amarrando nas árvores com cordas e cipós, nó bem forte, pra vento não levar bicho ou gente voando pelos ares. Coisa terrível! Toda a família já estava amarrada, mas, se a comadre quisesse, arrumava corda para amarrá-la também. Ninguém podia imaginar quem era o macaco na caixa do alto-falante como, na fábula, dona onça mal desconfiou da verdadeira identidade do guri disfarçado de Bicho-Folharal.


Trocando macaco por gato, coelho, raposa, esta história universal tão ao gosto brasileiro do Bicho-Folhas, Folha-Seca ou Folharascal do Monte, já foi contada por muita gente africana, europeia, espanholeta, portuguesa, costa-riquenha, mexicana, chiquitita e panchita bacana... Constantemente reencontro o macaco esperto e extravagante nos livros, como O bicho folharal, de Angela-Lago (Rocco, 2005), ou


Dona Onça é muito sonsa, de Maurício Veneza (Prumo, 2009). Nesta pequena coletânea de três fábulas, o ilustrador surpreende pelo contorno... das frases! O texto é extremamente agradável para leitura em voz alta, balançando o macaco bem humorado de fala em fala... Pula depressa o macaco pro galho, desmascarando onça que se fazia defunta: “Ué, vocês não sabem? Minha avó, quando morreu, deu três espirros. Só aí todo mundo teve garantia do falecimento.” Pula também depressa o gato que dá ares da graça na última narrativa do livro. Agora, quem gosta de texto com acentos ligeiros, vogais abertas, consoantes fortes, ritmo de baião com foxtrote e – além de tudo, pensa que é macaco na leitura para pular vírgulas, sem errar, nem tomar fôlego – você, meu amigo, minha amiga, não pode deixar de conhecer A onça e a cabaça, de Daniela Chindler com ilustrações de Mariana Massarani (Paulinas, 1998). A confusão assim começa:

O macaco, que, cá entre nós, não é flor que se cheire, se meteu numa encrenca das boas. Foi mangar da onça, apoquentar-lhe o juízo a troco de nada, ou melhor, a troco de uma piada e umas boas gargalhadas. A onça estava lá, deitadinha, tomando a fresca, aproveitando a gostosura que é o final da tarde, quando apareceu o macaco com a cabeça cheia de ideias. Ele foi logo anunciando, para quem quisesse ouvir:

__ Dizem que sou pequeno, mas assanhado como o demo. Perturbo igual mosquito no ouvido de quem quer dormir. Atazano tanto quanto marido ciumento, incomodo mais que tachinha na cadeira. A ruindade é minha vocação. Adoro mexer em casa de marimbondo, jogar água em formigueiro e perturbar onça dorminhoca.

Depois, mirou bem miradinho e tum...



6 de abril de 2013

Macaco velho não mete a mão em cumbuca.

Dobras da Leitura recebeu...


Maurício Veneza ilustrou também O leão e o macaco, de Ieda de Oliveira (Larousse, 2011) pintando a juba de vermelho para esconder os fios brancos da cabeça real, em uma paráfrase sobre a narrativa tradicional japonesa Oyasute-Yama, ou “A Montanha dos Velhos”.

20 de agosto de 2010

História à vista!



De Michele Iacocca, O encontro (Positivo, 2008) é um livro de imagem sem narrativa; sua articulação é um plano-sequência que faz nosso olho-câmara percorrer vários cômodos de uma casa. Desde a capa, uma pergunta: quem o menino irá encontrar? Abrindo o livro, vemos um veloz... Um veloz-não-sei-o-quê que balança as roupas no varal, corre para dentro da cozinha, passa por debaixo da mesa, vai derrubando cadeira, deixa o gato arrepiado, atravessa quartos, quase leva embora o novelo de lã da velha avó e vai, vai, vai, sem que “ninguém” consiga ver ou alcançá-lo. Por fim, escapando à rua, vemos o fujão pulando para os braços abertos do menino.



A caixa de lápis de cor, de Maurício Veneza (Positivo, 2008), é um livro de imagem narrativo a respeito de um pequeno engraxate na lide diária pelas ruas da cidade. Inesperadamente, um cliente descobre estar sem dinheiro para pagar o menino, mas tem uma caixa de lápis de cor no bolso do paletó... Ora, o menino sente-se recompensado e, abrigado em um beco, passa o tempo desenhando — e mergulhando no interior das imagens que criou. Sem um traço crítico frente à realidade, Maurício Veneza projeta o leitor e seu personagem num mundo de faz-de-conta, com casas coloridas e árvores carregadas de fruta, bichinhos amigos e coelhinho branco, revelando um modo de pensar idilicamente a infância.


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