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17 de novembro de 2010

100 Anos de Rachel de Queiroz

Dobras da Leitura recebeu...


Escreve Maria Luiza de Queiroz:

« Rachel deixou poucos livros para crianças, embora fossem os que ela mais gostasse de escrever. Podem procurar nos seus livros de crônicas que, no meio dos temas adultos, haverá sempre alguma história dirigida às crianças: histórias de onças, de extraterrestres, de reis e princesas e até de assombração. Dizia ela, contudo, que era difícil escrever para crianças, pois a crítica delas é muito mais severa que a dos adultos [...] as três histórias, tão diferentes uma das outras e também escritas em épocas diferentes de sua vida, resume — talvez sem que ela mesma tenha notado — o que tocava de forma mais direta e mais funda o coração de Rachel: seu amor pelas crianças, pelos bichos e pelos passarinhos. Todas as três, de algum modo, ligadas a seu amor maior: sua terra, o seu Sertão e, encravada nele, a sua fazenda Não Me Deixes. »

Abrindo os livros



O menino mágico, original de 1969, recebeu Prêmio Jabuti de Literatura Infantil, agora com ilustrações de Laurabeatriz; Cafute & Pena-de-Prata, publicado pela primeira vez em 1986, com ilustrações de Maria Eugênia; e...

A andorinha só, em boa companhia...


Andira, de Rachel de Queiroz, já foi ilustrado por Pinky Wainer (Siciliano, 1992); ganha novos contornos e cores com Suppa (Caramelo, 2010).



A casa de Rachel de Queiroz

Dobras da Leitura 29


De Socorro Acioli, A casa dos benjamins, il. Daniel Diaz (Caramelo, 2005).

Fazia muito tempo que Flora tinha vontade de entrar naquela casa amarela, grande e velha. Sem muro algum na frente, só tinha mesmo quatro árvores que pareciam antigas, antiquíssimas, como quatro fortes, valentes e eternas sentinelas. Mas todos diziam que aquela casa guardada pelos enormes benjamins era mal-assombrada. Seria mesmo verdade? Ali, certamente esconde-se um segredo...

Há luz na casa, você pode ver
Cumprimente as árvores, elas vão responder.


E cantando baixinho a melodia que o sonho lhe ensinou, Flora abre a grande porta da casa amarela, entrada para um mundo de memórias que o tempo não apagou. Lá dentro, o cheiro de café fresquinho, de coisa boa assando no forno, e a companhia de uma linda velhinha de vestido azul florido. Quem é ela, quem é ela?

Em clima de suave fantasia, Socorro Acioli conduz a menina e tanto mais os leitores pelos cômodos da casa e pelo quintal da infância da escritora Rachel de Queiroz. Seu texto muito leve traz descrições com pitadas de doçura, assegurando o interesse de quem lê e o flerte com o fantástico, através da narração em primeira pessoa.


Daniel Diaz é o ilustrador. Ele e a escritora Socorro Acioli estiveram na Casa dos Benjamins, diversas vezes. E fotografaram as árvores, o piso, portas e outros detalhes da antiga construção que ainda existem desde o tempo quando Rachel e sua família lá moravam. As ilustrações do livro foram, então, compostas com recortes dessas fotografias, imagens internas e exteriores da casa, mais aplicações de flores rendadas e folhas dos velhos benjamins, que foram plantados pela mãe de Rachel de Queiroz.

Bata na porta, alguém pode atender.
Há uma história para quem quer saber...



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