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15 de janeiro de 2025

computer love

dobrasdaleitura | Muito bom começar o ano convidando as pessoas para uma atividade na @salatatui, ‘inda mais com um conto que escrevi sob a direção do @ianuviedo
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Acho mesmo que posso considerar minha estreia fora da literatura para crianças e do campo de resenhas!
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O conto foi escrito durante a oficina Computer Love e publicado no site da @revistaselect // celeste
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A celeste é um projeto editorial especializado na cobertura e análise das artes visuais e da cultura contemporânea, composto por site, podcast, uma revista digital trimestral e uma publicação impressa anual.

>> inscreva-se para receber o conto www.salatatui.com.br/terapia-literaria
>> ou leia o conto on-line em select.art.br

O próximo encontro da Terapia Literária acontecerá na terça-feira, 21 de janeiro, às 19h, no Zoom.
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#salatatui #literatura #contos #clubedeleitura #terapialiteraria #editorasindependentes #computerlove #inteligenciaartificial

7 de janeiro de 2025

7 chavões para o dia do leitor

1. Ler é despertar você mesmo do silêncio, no exercício da leitura em voz alta ou através de nossa imaginação sonora.

2. Ler é buscar o diferente, mantendo permanente atenção ao Outro e aos outros.

3. Ler é trabalho, uma dificuldade intelectual, jogo ou contrato sem direito a folga nem férias antecipadas.

4. Ler é reler; nunca se deixe convencer por uma leitura única das realidades ali propostas; é necessário ir e vir sobre um texto, muita vezes em saltos e relances não lineares.

5. Ler é transar com um texto, no sentido mesmo de dar trânsito aos significados do que é visto, lido e imaginado, sob diferentes perspectivas da própria leitura.

6. Ler é combinar textos (e não apenas verbais).

7. Ler é desarmar-se. Para viver.

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Dobras da Leitura O’Blog, 7 de jan. 2011
Albert Anker: Die Andacht des Grossvaters (1893)

11 de outubro de 2021

oba, oba, oba

Primeira foto do BB que hoje chegou no Clube de Leitura Quindim 💛

A verdadeira história do bicho-papão que vive em cima do telhado. Bartolo Burtopelo 2.ed. em capa dura #2noTelhado #bartoloburtopelo @clubequindim Foto de Renata Nakano.

* Conheça os bastidores e a opinião dos leitores >> Bartolomania

20 de julho de 2020

poema com lombadas de livros

este é um tipo de exercício ou engenho de escrever sem escrever ou uma pausa apenas, enquanto faxino a poeira do livros...


CORAÇÃO DE TINTA

a leitura
como um romance
mais leve que o ar

ver e ouvir, ler e saber
variedades sobre os contos de fadas

os amigos sem destino
bagaço de beira-estrada
prosas bárbaras
fábulas faras

o piano e a orquestra
alucinações musicais
viagens na minha terra
o peso do pássaro morto
o outro pé da sereia
os trabalhadores do mar

o que fazer com este livro?
portos de passagem
terrários

9 de julho de 2020

orações na arca



☆ ORAÇÃO DA GATA

Senhor,
sou eu a gata!
E não há exatamente nada
que eu queira pedir...
Não!
Nada peço a ninguém!
Mas se o Senhor tivesse, por acaso,
lá nos recônditos do céu
um rato branquinho
ou um pires de leite...
Sei de alguém que saberia saboreá-los.

A propósito,
num desses dias,
o Senhor não amaldiçoaria
todos os cães do mundo?
Porque aí, sim... eu diria
que assim seja! ☆

Um poema com a leve ironia de Carmen Bernos de Gasztold, religiosa francesa que lançou seu livro ORAÇÕES NA ARCA de um modo praticamente independente, em uma pequena tiragem, através do selo Éditions du Cloître (1955) que traduzi e retraduzi em diferentes momentos, para um programa de rádio, para compartilhar na Internet e finalmente para uma publicação impressa em papel, ilustrando com silhuetas #2noTelhado (2018) p. 22 #FiqueBem #FiqueFirme #FiqueEmCasa #AbreAspas2020

Leia outros poemas de Orações na Arca,
com desenhos que fiz com pastel seco e oleoso.

23 de abril de 2020

O LIVRO É NOSSO ABRIGO


Quando crianças, sonhamos ter uma banca de jornal para ter o colorido do mundo em primeira mão, através dos álbuns de figurinhas (essas pequenas e amplas janelas), com as histórias em quadrinhos, no recorte das manchetes, em meio a coleções de selos, fascículos de enciclopédia, partes e fatias da realidade, da natureza representada e da fantasia.

Quando crianças, sonhamos ainda ter uma casa repleta de livros e toda sorte de materiais impressos como passaportes para outras épocas, legiões e planetas, explorar o universo sem sairmos do lugar. Quem aí não suspirou e imaginou assim ó, pouco me basta -- uma cadeira, uma almofada, duas corcovas de camelo, um lugar onde esticar o corpo e puxar com as mãos informação e aventura? Água, comida, pés descalços, lua, escafandro e agasalho... ?

Muitos de nós foram crianças que sonharam e fizeram cabanas com o lençol, escondidos debaixo de um mistério ou outra sanha com a iluminação de uma lanterna ou um abajurzinho que devíamos desligar para não gastar a luz. Nem os olhos. Nem o sono, nem o tempo de descanso porque amanhã, você tem que levantar sem eu ficar gritando para ‘ti’ acordar!! Eu sempre ouvia dessas...

E muitos de nós éramos crianças tímidas com uma espécie de silêncio rebelde: fomos talvez a preocupação com que nosso pai ou a mãe ou avós e tios e até mesmo os vizinhos adivinhavam rumo à vida adulta numa sociedade que explode em estímulos enxames elétricos extroversão e... enganos! Porém hoje a nebulosa dessa vida nos deu uma vírgula, para nós e para eles todos igualmente, uma vírgula que diziam sempre que sempre funciona para dar uma pausa, no intuito de respirar e respeitar o sentido do texto e continuarmos depois mais seguros.

Então, está quase todo mundo no seu quadrado, pensando. Como será depois? O que fazer agora?

Quem pode fica em casa desenhando, escrevendo ou fazendo ‘lives’ carreando aquele vício de nos sentirmos produtivos a todo e qualquer instante. Ora vida, a life eu só ouço. Anotando as ideias dos outros, dos outros e dos outros. Sem lápis algum. Sem digitar nada. Mas construindo em minha mente a minha casa.

Porque nela posso receber o amigo que sou de mim mesmo -- e também receber o meu único inimigo meu. E logo me sinto ter nove anos. Seria trágico completar uma década? Era bom fazer vinte, depois trinta, quarenta já é demais, cinquenta estarei debaixo de terra, qual será meu recorde? E quantas vezes no meio das estações repetimos parem, parem o mundo que eu quero descer? Pois tudo parou (ou quase tudo) e desenhou-se a hora para decidirmos se vamos descer para o play ou planejaremos novas viagens.
 

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De algum modo, convidando-nos a participar de outras histórias, a BANCA TATUÍ busca incentivar a todo mundo ficar em casa acompanhados de livros e outros trabalhos criativos de autores independentes. São amigos reais e narradores virtuais que usam da palavra e da imagem para ampliar a sala de nossos pensamentos e espelhos.

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O LIVRO É NOSSO ABRIGO é essa campanha em que os artistas visuais recriam a mesma imagem de acolhimento com diferentes cores e técnicas, mas... podemos também desenhar com palavras?

18 de abril de 2020

se eu fosse uma fada


SE EU FOSSE UMA FADA
descalçava o sapato e a poesia
num reino desses que adoecia

e hoje não receitava pó de pirlimpimpim
pra ir à terra de fábulas reaças fedorentas
nem pro mato iria caçar onças
nem ditar regras de gramática
também não procurava nem vendia
mil poços de petróleo nem pré-sal
não ia bulir com as forças da natureza
diminuindo o tamanho da humanidade

ora, fada, quando uma poesia canta,
o mundo se agiganta e a gente toda deixa
de ser maria-vai-com-as-outras

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18 DE ABRIL e você fecha comigo?

Não fui dormir nem acordei lembrando de uma polêmica gostosa lá no doce de letra da rosa que ninguém é mais obrigado a dizer que é filho de apenas um pai só porque podemos ser IRMÃOS EM ORTHOF ‘inda mais nesses dias de mudanças no galinheiro: mudemos as coisas por inteiro pois o que era uma vez era ovo, uma ova!

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Card com a imagem da fada fofa, na ilustração de sylvia orthof, para o MANUAL DE BOAS MANEIRAS DAS FADAS (Ediouro, 1995? Nova Fronteira, 2009)

27 de fevereiro de 2019

OS OSSINHOS CROCANTES*

ABC de Edward Gorey, trad. Peter O Sagae



A para Amy que caiu da escada
B para Basílio que os ursos levaram
C para Clarinha que tão cedo se foi
D para Desmond do trenó empurrado
E para Ernesto que engasgou com um pêssego
F para Fanny sugada e seca pela sanguessuga
G para George sob o tapete sem ar
H para Hector que um bandido enforcou
I para Ida que se afogou no lago
J para James que bebeu água sanitária
K para Kate esquartejada a machado
L para Leo que umas tachinhas engoliu
M para Maud pelo mar arrastada
N para Neville que de tédio morreu
O para Olívia atravessada pelo agulhão
P para Prudência pisoteada num bar
Q para Quentin que afundou no atoleiro
R para Rhoda consumida num incêndio
S para Susan que pereceu de soluços
T para Tito que voou em mil pedaços
U para Una que escorregou num bueiro
V para Victor triturado debaixo do trem
W para Winnie encravada no gelo
X para Xerxes devorado por ratazões
Y para Yorick com a cabeça partida
Z para Zilá que tomou muito gin

//.
Fim?
.//



* Edward Gorey nasceu em 22 de fevereiro de 1925, mas teve gente comemorando dia 25 e nós ainda no 27. Isso não importa. Parabéns atrasados ao querido defunto, cantando 26 ossinhos do seu ABC publicado em 1963. O livro foi descrito como uma "rebelião sarcástica contra uma infância que é ensolarada, idílica e instrutiva". O humor mórbido do livro vem em parte das formas comuns em que as crianças morrem ... Longe de ilustrar os tormentos dramáticos ou fantásticos da infância, esses cenários zombam das paranoias banais que vêm como parte da paternidade. O tom é, por isso mesmo, levemente satírico e divertido, sem deixar de ser moralmente admonitório: nunca deixe as crianças a sós! E lembre-se: tenha muito cuidado ao voltar da escola, se você não cantou o hino corretamente.

Nenhuma editora brasileira tem publicado o livro entre nós. O que não impede que empreendamos uma tradução livre. As imagens abaixo são encontradiças na internet e mostram como Edward Gorey explorava a ilustração, sem cores, na qualidade de livro encenado.

1 de dezembro de 2018

Adivinha quem vem para jantar?


. . . andava tão entretido, desde o último domingo, curtindo as postagens de amigos e colegas da literatura infantil e juvenil que conquistaram o Selo Cátedra 10, e acabou me passando despercebido que meu nome também participava desta premiação!

O livro OS CONVIDADOS DA SENHORA OLGA, originalmente “Adivinha quem vem para jantar?”, escrito e ilustrado por Eva Montanari, foi traduzido no final de 2014 para a Editora Jujuba e lançado apenas neste 2018.


Este é o terceiro livro da autora italiana que pude trabalhar e o resultado me deixa bastante contente, em ajudar a trazer seu universo de referências para o pequeno leitor brasileiro, incluindo Cosme Chuvasco de Rondó, o barão nas árvores, do italianíssimo Ítalo Calvino na companhia de outros personagens fantásticos da literatura universal. E, claro, aquele amor à leitura como um prato bom preparado lentamente sobre o fogão...


Vamos ler um trechinho?

Era velha, a senhora Olga, e vivia só no alto da colina. Era cega, a senhora Olga, mas sabia muitíssimo bem onde guardava a concha e o mexedor, a noz-moscada e o manjericão, o fermento e o açúcar de confeiteiro, porque cozinhar era a sua paixão.

A senhora Olga não desgrudava do fogão o dia inteiro. Em sua casa, não havia relógios, mas ela sabia perfeitamente quando era hora de jantar, pois tinha ótimos ouvidos, os ouvidos mais delicados da cidade.

Encostada atrás da porta, a senhora Olga podia ouvir seus convidados pulando, correndo, tropeçando, subindo, caminhando desde o sopé da montanha, e assim ela sabia exatamente quando era hora para começar a cozinhar o macarrão.

Sempre a senhora Olga tinha um convidado diferente e, cada convidado, um jeito especial de andar.


Quer saber da lista dos vencedores do Selo Cátedra 10?
Clique: bllij.catedra.puc-rio.br/index.php/selos/selo-2018
Uma ótima lista para presentear no Natal!

30 de junho de 2017

pedra, pessoa

de volta a Neide Medeiros Santos
Nas Trilhas da Literatura


no meio do caminho de nossas vidas
esta pedra sobrevoa agora minha memória
meu carinho por suas lições
por fazer-me acreditar em poetas
o muito obrigado por esta pedra, pessoa

esta pedra guriatã das asas de suas mãos
vem me contar a história de suas artes, todas
silenciosamente, silenciosas outras

esta pedra, como fala, esta pedra passagem
ensina a não sentir-me onde estou...
esta pedra voa em versos de ocasião
de almas habitando-me, alma pintora


15 de junho de 2017

um pouco de junho e outros meses

peter O sagae


João chegou!
Trouxe com ele uma vontade de falar.
Trouxe um pouco de junho e outros meses.
João não é só um menino, são dois.
Talvez mais, em outros meninos chamados João.

É hora de apresentar UMA NOITE PARA JOÃO e outros poemas, com as delicadas ilustrações de Sandra Jávera (Paulinas, 2017).


Os poemas foram escritos entre junho e julho de 2015. Não eram intencionalmente poemas para crianças, quando dei início a uma homenagem aos três padroeiros das festas juninas, buscando evocar a missão de cada um deles – A caminho de Antônio, Entre os sonhos de João e Até o coração de Pedro. Meu gosto pelos temas do bumba-meu-boi me faria incluir São Marçal, louvado, em torno das fogueiras do Maranhão, no dia 30 de junho.

No entanto, o poema para João, ao retratar os sonhos do menino em um diálogo sem palavras com sua mãe, antes mesmo do nascimento, conduzia-me a novas imaginações... O que aconteceu, quando João deixou a noite do ventre? Como viveria João com seus segredos, ouvindo o vento ou o avô inventando uma desajeitada parlenda com nomes de inseto? Encontrava assim o fio condutor para um livro para crianças – puxei nomes e símbolos de lendas medievais, juntei vozes que atravessam o medo e a magia das noites.


Não sei bem como, apareceram duas figuras à minha frente, conversando como se estivessem em um arraial ou na porteira de um livro:
Vô, quem é
aquele menino
com o carneiro
na mão?

Aquele é João.

Ele também?

Também, João.
Sandra Jávera desenhou este João e o avô como se fossem caminhar para o fundo da página, o menino apontando o estandarte. No alto, o pequeno João Batista aparece de olhos fechados e também assim o carneirinho em seus braços. Ambos dormem. Ou fazem de conta... Virando a página, adentramos outro tempo e lugar. Isabel aquece o corpo grávido perto de uma fogueira. Na abertura seguinte, a mulher segura o filho no colo, enquanto uma fumaça branca, distante, aberta em bandeira, sobe ao pano de um céu lilás. As estrelas de Sandra são pontos e flores. O chão é outro tecido, azul.


No poema IV – “Canção do tempo”, uma porção de pontos espalham-se ao pé da página como sementes e poeira cósmica. Caminhos tracejados vão unindo pontos e estrelas, formam as raízes e o tronco de uma árvore. O menino parece que paira sobre um espaço infinito. Apenas um João, os galhos, as folhas e as bagas douradas da alfarroba têm cores encorpadas.

Índice de sonhos, dinâmico, o azul ressurge em diferentes tons – nas asas de um inseto, nas paredes do quarto do moderno João, na manta pontilhada de branco e no travesseiro, nos círculos concêntricos que envolvem o menino – o que, afinal, representam?


O azul ainda domina as bandeirinhas...


Em nossas conversas, Sandra Jávera escreveu: “Encantei-me com os quadros do Volpi. Eu já gostava de suas pinturas, e saber da relação com a Festa Junina me deixou ainda mais interessada. Penso que pode ser bonito uma dupla central cheia de cor e mais abstrata.” Ao fim de seis poemas sobre João, comparecem outros meninos. A segunda parte do livro começa em uma noite cinza...


No poema VIII – “Felicidade tem sete filhos”, o Sol é um gigante devorador de um olho só, enquanto a Lua personifica o bem possível, derramando sua cor de luz e leite. No poema IX, o vento vem e desenrola um tapete no alto de oito colinas, alinhava pétalas de rosa e dentes-de-leão e, por fim, costura sua história com a agulha do tempo – porém, talvez nada disso exista, ou existe, sonho de um menino enquanto brinca, Pedro que não é São Pedro.

Em meio a cores e traços delicados, o vocabulário visual de Sandra Jávera revela agradáveis surpresas. Certos detalhes se mostravam desde os esboços, como três pedras que formam a letra M no poema X – “Trás as histórias de Marçal”, enquanto o menino alimentava algumas aves. Na ilustração final, a ideia de generosidade se traduziu em um gesto entre suas mãos e as mãos de um macaquinho marrom. Todos os personagens de UMA NOITE PARA JOÃO e outros poemas foram vestidos com simplicidade, vivendo fora do registro histórico, porém bem próximos de nós. Viajamos por outros meses que talvez nem existam no calendário.


O livro vai terminando com uma sequência narrativa em três poemas, com o Menino Jesus, ele mesmo!, brincando no barro com água de chuva e riacho, numa manhã de sábado, para amolar e espantar José, seu pai... Querem saber?

No site da editora, você pode baixar um trecho do livro. Espero que gostem!