dobrasdaleitura | Gosto do boi, guarnicê os zóio e zuvidos, fazer pequenas coleção. De junho a fevereiro do próximo ano, tem dezembro pelo meio e o boi é dança de situação, como diz Joaquim Cardozo, a exprimir o regozijo da noite de Natal. E tem as figura todas, variando os nome, escapando o S do plural que é caminho de cobra. Escapole, stá bem. Escrevê de todos os jeito, contribuição milionária de todos os erros que, antes da gramática, da ortografia da cartilha, vem mexmo a sintasse do pensamento. Também justifico: sou do tempo que bumba-meu-boi tinha hífen, sinônimo de panelas enormes para cozinhar (para) muitas gentes.
Do boi já fiz poema. Salve, Maranhão! Já fiz programa de rádio. Salve, oh Pindaré! Praia da Areinha. Até ganhei prêmio da Trimalca no tralalá da tribuna da música para américa latina e caribe. É na hora de tirar o pó da estante que o boi salta. Azulejo de parede foi Rosinha quem me deu. Foi ou não foi @rosinhailustra? Medo que caia da parede, encontrei caixinha do tamanho exato.
Os livro. Boi síntese, teatro brasileiro ilustrado por Poty (1963) e o Mundaréu com uma singela opereta. Os livro de literatura infantil foram ilustrado por Graça Lima (1996), Fernando Vilela (2007), Mariana Zanetti (2010), Jô Oliveira (2015) e Cris Eich (2023), depois dos texto escrito por Rogério Andrade Barbosa, Stela Barbieri, Alessandra Roscoe, Marco Haurélio e Bella Aurora que também se chama Tereza (e eu fui no lançamento num sábado, uma semana antes). Tem bernunça em canções da Ilha (2001) e livro-biombo de Sig Schaitel e Letícia Bicalho (2019). Tudo fora de ordem, mas enfileirado. Fazer das tripas, o coração. Malhado, dobrado, amarelo. Risografia de Jhonatan Raff. Veio da printa-feira.
Roda carro-céu, cavalo-marinho.
Aboio, papel.
Queria fazer postagem simples, uma foto só.
A coisa foi pegando. Reler trechos de livro.
O que fica de bom na instante, o que dispenso.
Viva Sanju! Viva Juó Bananère!
Viva Adoniran! Viva Décio Pignatari!
5 de dezembro de 2025
3 de dezembro de 2025
mais animais
dobrasdaleitura | camalo ou cavelo? vacavalo, rinoceronde e alguns animais proparoxítonos, grandes ou pequenos, como a maripousa e a livrélula, foram criados pelo jogo com palavras-valise e não faltará, no último lance deste imagiário, a presença da tartarruga carrolliana que (ai, ai, ai, animais) as ferramentas de pesquisa não alcançam conhecer!
“devem ser bichos muito esquisitos”, suspirou alice o livro, de @arnaldo_antunes e @zaba_moreau com ilustrações do grupo @xiloceasa, foi publicado em 2011 pela @editora34, e recentemente encontrei no @sebinho.mirandopolis o exemplar 21 de uma tiragem de 125 exemplares impressos na tipografia acaia, em 2009, sob a supervisão técnica de j. c. gianotti
— livro que se abre inteiro! ainda que ambas edições sejam feitas em papel pólen 90, as tintas são bem outras nas imagens, sobrepondo-se, a partir das matrizes em gráfica, e o que também me diverte é o espaço não-impresso entre palavra-e-imagem, a posição da gravura, os alinhamentos que influenciam no desenho da página, com um pouco mais de tensão para a leitura, no que diz respeito ao respiro e ao galope de olhar e folhear: afinal, onde queremos parar ou brincar adiante? #xilogravura
#intertextualidade
#dobrasdapoesia
“devem ser bichos muito esquisitos”, suspirou alice o livro, de @arnaldo_antunes e @zaba_moreau com ilustrações do grupo @xiloceasa, foi publicado em 2011 pela @editora34, e recentemente encontrei no @sebinho.mirandopolis o exemplar 21 de uma tiragem de 125 exemplares impressos na tipografia acaia, em 2009, sob a supervisão técnica de j. c. gianotti
— livro que se abre inteiro! ainda que ambas edições sejam feitas em papel pólen 90, as tintas são bem outras nas imagens, sobrepondo-se, a partir das matrizes em gráfica, e o que também me diverte é o espaço não-impresso entre palavra-e-imagem, a posição da gravura, os alinhamentos que influenciam no desenho da página, com um pouco mais de tensão para a leitura, no que diz respeito ao respiro e ao galope de olhar e folhear: afinal, onde queremos parar ou brincar adiante? #xilogravura
#intertextualidade
#dobrasdapoesia
26 de novembro de 2025
outra vez, joão felizardo
Nunca compare livros. Isso é preciso advertir, por chiste e cautela. Estou feliz por estar aqui. Com esta nova edição de JOÃO FELIZARDO, O REI DOS NEGÓCIOS, em mãos. As recordações vibram.
Saltitante, angela-lago escreveu: tenho uma notícia fresquinha para você. Estávamos em setembro de 2007. Havia conquistado uma “placa de prata” na BIB, a Bienal de Ilustração de Bratislava, com um livro todo ilustrado digitalmente que as pessoas viam como uma pintura. O livro havia sido lançado em março, pela Cosac Naify. Antes ainda, andávamos noutro mexerico. Publicado originalmente com o título Juan Felizario Contento, o melhor livro mexicano incluído, em 2004, no catálogo White Ravens era, afinal, brasileño!
Engenhosa reinvenção de um conto popular coligido pelos Irmãos Grimm, era para ser apenas uma narrativa pictórica, mas assim não quis o editor Daniel Goldin (Fundo de Cultura Econômica) que fez angela-lago escrever uma lengalenga em portunhol... O livro ganhou, então, as páginas pares onde as frases foram dispostas. Todavia, o narrador-de-fato está nas “ilustrações” desse livro de imagem. Na altura das nuvens, angela-lago empregou uma lente grande angular para capturar um amplo campo de visão, para que todas as histórias coubessem dentro da imagem. Observe a distorção nas bordas de cada quadro, depois observe uma linha invisível que divide a tela na abertura de páginas para o livro idealizado.
Outra vez... observe, estou feliz com este presente que a editora Baião nos dá. O projeto gráfico trouxe molduras coloridas. O livro foi impresso pela gráfica Ipsis em papel Offset 150g, permitindo-nos mergulhar com olho de pássaro em mais detalhes, sem o cansaço ou o brilho que afasta o leitor da leitura. Capa dura e também o miolo respeitando a fibra do papel. Sobrecapa com depoimentos da autora-ilustradora, estudiosos e amigos.
@baiaolivros
#angelalago #umcatalogodegestos
80 anos de nascimento de Angela Lago
45 anos de histórias e livros ilustrados
Cf. quando menos = mais
in Dobras da Leitura O’Blog
7 de julho, 2012
@baiaolivros
#angelalago #umcatalogodegestos
80 anos de nascimento de Angela Lago
45 anos de histórias e livros ilustrados
Cf. quando menos = mais
in Dobras da Leitura O’Blog
7 de julho, 2012
9 de agosto de 2025
ao som dos tambores
As cidades como começaram? Ainda que Platão medisse a extensão de uma comunidade política e social pelo alcance da voz de um orador, talvez o desenho prático da Cidade tenha começado ao som dos tambores agregando os homens (e as mulheres, e as crianças, a terra e o céu). Dentro dessa imagem de cultura, pois, havia música, ritmo, mito, poesia, troca, alimento, nascedouro de códigos compartilhados coletivamente. Dos caminhos seminômades ou das ocas bastante amplas dos povos originários brasileiros, Sérgio Capparelli reuniu e traduziu cantos e poemas que percorrem sonhos e realidades de mapuches; do povo shuar ou jívaro; dos incas e quéchuas; maias, astecas; nativos norte-americanos e canadenses, no livro O MENINO LEVADO AO CÉU PELA ANDORINHA (L&PM, 2013) ilustrado com gravuras de Eduardo Uchôa.
O título vem de um poema dos caxinauás que o mundo que não é tão grande, quando visto a partir “do céu da Terra”. O rio, por exemplo, para o menino em asas de andorinha, é tão somente uma sucuri gigante estendida no meio da relva. Há poesia-embriões e inaugurais, há versos de adivinhar as coisas, há cantos de guerra necessários. Quem é que, como um tigre, cavalga o vento com corpo assombrado? E da tradição rica e arcaica, vozes se erguem e mesclam utopias, como neste outro poema que une palavras do tupi e do caboclo, já em fins do século XIX:
#dobrasdapoesia
#sergiocapparelli
@eduardouchoaart
@lepmeditores
#povostradicionais
#povosoriginarios
O título vem de um poema dos caxinauás que o mundo que não é tão grande, quando visto a partir “do céu da Terra”. O rio, por exemplo, para o menino em asas de andorinha, é tão somente uma sucuri gigante estendida no meio da relva. Há poesia-embriões e inaugurais, há versos de adivinhar as coisas, há cantos de guerra necessários. Quem é que, como um tigre, cavalga o vento com corpo assombrado? E da tradição rica e arcaica, vozes se erguem e mesclam utopias, como neste outro poema que une palavras do tupi e do caboclo, já em fins do século XIX:
te mandei um passarinhoEste é um livro que tiro da estante, neste 9 de agosto, Dia Internacional dos Povos Indígenas.
patuá miri pupé
pintadinho de amarelo
iporanga ne iaué
te mandei um passarinho
numa caixa pequenina
pintadinho de amarelo
bonito que nem você
#dobrasdapoesia
#sergiocapparelli
@eduardouchoaart
@lepmeditores
#povostradicionais
#povosoriginarios
Assinar:
Comentários (Atom)








































