Pois fui cair num livro desses que derribam nossa biblioteca. Trata-se de uma seleção de Elizabeth Cardoso, com ilustrações de Raquel Euzébio (2025), trazendo dez narrativas (dentre as duas dúzias originais) dos Contos para nossos filhos, publicado em 1882 por Maria Amália Vaz de Carvalho e Gonçalves Crespo — ele, carioca mestiço, filho de mãe negra, que iria, aos 14 anos, estudar e viver em Portugal, dedicando-se ao direito, à política, ao jornalismo, à poesia, lá onde conheceria Amália e com ela se casaria... Isso também daria um conto!
Mas aqui o vai-vém de leituras é outro porque nos acostumamos dar a Figueiredo Pimentel a primazia de adaptar os contos (tortos e chatíssimos, aliás) para os leitores brasileiros. Vale comentar que os contos de magi, já circulavam no generoso campo da oralidade e da literatura folclórica — e agora Elizabeth Cardoso nos leva àquele final do XIX a fim de reconhecer o pioneirismo de Gonçalves Crespo, no reconto dos irmãos Grimm em língua portuguesa, um nome praticamente ‘esquecido’ (?) que viria substanciar a literatura infantil brasileira, com um balanço mais maneiro, na época em que produziu.
@elizabethcardoso357
@baiaolivros
🧡 #quemtemquindimtem










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