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11 de fevereiro de 2025

enigmas

dobrasdaleitura | Qual conto de encantamento não tem deixado um rastro de PERGUNTAS INQUIETAS atrás de si? Pois antes mesmo de abrir o livro de Beatriz Martín Vidal, poderíamos fazer uma lista de questionamentos sobre os importantes pontos de luz, sombras e as relações humanas, familiares, entre iguais-desiguais que as narrativas populares de magia carreiam.

À nossa percepção, instinto, memória e sentimentos de abandono, torna-se notável como o sono é uma constante nas tramas de A Bela Adormecida, Branca Neve e mesmo Chapeuzinho Vermelho, mas nunca os narradores tradicionais adentraram o sonho e registraram de lá as imagens misturadas de esperança e destruição. As ilustrações de Beatriz Martín Vidal não se propõem a ocupar esse espaço, mas chamar a atenção, com traços de realismo fantástico, a pintura a óleo, para a existência de um assombroso mundo interior iluminado de dúvidas.

Entre o selvagem negro que o lobo teme e o branco esquecimento sobre a história da menina que jamais voltou da floresta, meninas e princesas apenas parecem dormir — as pupilas da vigília sobrevoam paixões e flores de pedra. E os olhos cerrados, semicerrados, ou quase cegos pela abundância da luz, olhos amarelos, garços, cinzas, estranho estado de atenção, cabelos presos, cabelos cortados, com vigor. De repente, a beleza de uma ideia sobre a maldade como instinto ou aprendizado. Qual a nossa história, como buscamos por um final feliz?

@beatrizmartinvidal
Thule Ediciones, 2016
tradução de Márcia Leite para
Editora Pulo do Gato, 2023
@editorapulodogato

🧡 #quemtemquindimtem

11 de dezembro de 2024

uma coleção de livros e goles de chá!

Feliz em dizer que tenho passado bem as últimas noites, como se Mamãe Coelho tivesse me colocado na cama e me desse uma xícara de ‘matricaria chamomila’, ou então o quente chá de Tiggy Tipico depois de um dia de trabalho (receita secreta).
ENQUANTO ISSO,
no reino das editoras independentes... Edições Barbatana comemora a 7ª reimpressão da 2ª edição de A HISTÓRIA DE PEDRO COELHO, de Beatrix Potter, com tradução de Rosana Rios!

FESTA DO CHÁ
foto adicional @beatrixpottersociety

Latinha de ‘english breakfest tea’, com a tradicional mistura de folhas de chá preto originárias de Assam, Quênia e Ceilão, símbolo do imperialismo britânico sobre a Índia, África e Ásia Meridional.

Oh, sim! Para o resfriado, um bom chá de gengibre com mel e limão. Que tal um dente de alho esmagado na água fervendo, com açúcar queimado? Cama, carinho e leitura em dia!

🦔 #colecaobeatrixpotter
#ahistoriadepedrocoelho
#ahistoriadasenhoratiggytipico
#beatrixpotter #peterrabbit
#thetaleofmrstiggywinkle
#classicos #lij #literaturainfantil
#edicoesbarbatana

5 de fevereiro de 2021

o domínio da flor azul

 

das imagens e traduções: a arte de Beatriz Martín Vidal não vem ilustrar, em sentido estrito, a narrativa da alemã Gudrun Mebs: BIRGIT. EINE GESCHICHTE VOM STERBEN (1982), no entanto elabora uma leitura no campo da metáfora que evoca o doloroso e invasivo processo do câncer, quanto explicita poeticamente uma história de morte: o domínio da flor azul em suas raízes é um eufemismo para a metástase e, veloz, vemos o afastamento da personagem até a dispersão das pétalas; na tradução de Daniel Bonomo para a editora Pulo do Gato, o título empresta à menina o nome da flor e busca atenuar a certeza da morte, com ÍRIS - UMA DESPEDIDA (2012) 



#quemtemquindimtem

29 de julho de 2020

a ema e outras cabeças de pássaros

Há duas semanas uma ave marrom-acinzentada, a ema – também chamada nandu ou xuri – tornou-se o símbolo de nossa brasilidade reprimida. Foi na tarde de 13 de julho: rejeitando agrados, a Rhea americana bicou o homem que ninguém (com um mínimo de discernimento) já não engole mais. Bicou, bicou bonito.

De outro lado, quarentenava comigo outra linha de pensamento a respeito dos gêneros narrativos mais apropriados para o ambiente emocional em que vivemos – uma reflexão incerta que nasceu após tomar parte do júri de um concurso literário. Que histórias desejamos retirar do passado, quais outras propor no presente e, afinal, o que esperamos lembrar no futuro? Temos agora necessidade de realismo ou visões românticas, contos curtos ou novelas que nos enredem, anedotas ou ditirambos? Ainda que não seja minha intenção compartilhar as breves escolhas a que cheguei intimamente, digo que a fábula aparenta ser um dos gêneros mais fortalecidos e favoráveis para o momento.


Arrisco-me a pensar como a fábula foi um gênero que nasceu letrado e fortuitamente imiscuiu-se às tradições orais e anônimas, talvez porque simplesmente um ouvido e outro mais capturaram a breve forma de narração e sem dificuldades a transmitiram de viva voz e orelhadas a outrem... Gênero narrativo em que a linguagem se dobra sobre si mesma, articulando divertimento e uso prático, elementos da ficção e a autenticação de conselhos sobre a experiência e o previsível, a fábula exige, graças às vozes de animais em seu discurso, ler a aparência e a essência, o dito e o não-dito, a intenção e o que denominamos acaso, a perda e o ganho. É tanto um gênero verbal quanto visual que administra a fala e o gesto; a autoridade de uma fábula se dilui em fabliaux, uma forma da poesia narrativa francesa medieval que escapa ao didático-moralizante, mas jamais menos moral ou instrutivo! Mas a fábula também é tableau, uma alegoria, uma imagem do pensamento. O espírito da coisa, eu dizia nas aulas, é mesclar em seu genes o que é da crônica e da fotografia como nós conhecemos talvez com maior proximidade.


Podemos sempre discutir o que é a verdade ao longo da história da evolução humana, desde a mais alta antiguidade, presos que estamos nas múltiplas malhas de fazer corresponder os fatos e o discurso sobre os fatos. Este é o problema comum a muitas tradições filosóficas que fizeram uso do conceito travestido em imagem. Veja só, mesmo a identidade de um dos mais importantes sábios e sacerdotes no Egito, tal era Thoth, vivendo por volta de 2,500 a.C. não escaparia, após a morte, à confabulação de seu legado em uma divina imagem animal.

Eterno escriba dos deuses, portador da verdade, Thoth mostra-se com cabeça de íbis no panteão do tempo dos faraós. A ele eram atribuídas as invenções da geometria e da astronomia, e particularmente o poder de cura. Às ciências abstratas e às ciências da observação, entre os filósofos do passado, ligava-se o domínio da medicina. Todas essas matérias pertenciam a Thoth e ele teria afirmado: “O homem nada sabe, mas é chamado a tudo conhecer.”

Da cabeça de Thoth, nossa memória pode carregar séculos e repensar se um signo religioso ou filosófico pode ou não estar na remota raiz das fábulas, convertendo-se em usos novos, signo político, signo estético e finalmente signo utilitário em diferentes épocas.

Vejamos isto: as colagens de Max Ernst.


A vida de um artista equivale à sua obra, como um recorte de seu sistema de pensamento, uma dobra de fala e imagens na ilusão de que podemos “abocanhar” o todo por uma parte? Ora, ora, se abrirmos a Wikipédia, nos deparamos com dados biográficos do autor de UNE SEMAINE DE BONTÉ (1934).

Max Ernst, aos 25 anos, fora convocado para lutar na Primeira Guerra Mundial pelo serviço militar alemão. O horror à guerra faria o artista escrever: “Max Ernst morreu em 1º de agosto de 1914. Ressuscitou em 11 de novembro de 1918, na forma de um rapaz que queria ser mágico e pretendia descobrir os mitos de seu tempo”. Torna-se assim curioso seu processo de despersonalização através do discurso, colocando-se na terceira pessoa, deslocando a si mesmo para o campo das coisas-que-se-vê: é impossível ao homem reconhecer-se como sujeito em uma realidade caótica. Esta é sua crítica.

Também através da arte, Ernst tornou intenso o seu fascínio por pássaros. Em algumas pinturas, ele apresenta um alter ego sob o nome LopLop e chegou mesmo a sugerir que este personagem pictográfico era uma extensão de si mesmo, a partir de uma confusão entre aves e humanos em sua infância: Max Ernst conta que, numa noite, acordou e descobriu que seu querido pássaro havia morrido; alguns minutos depois, seu pai anunciava que sua irmã havia nascido! Afinal, onde nos encontramos e encontramos nossos rostos?


Voei livremente dos livros para crianças para o surrealismo prenhe de dadá e ao passado que invento para as fábulas como fórmulas mágicas de cura. E tenho em mãos um poema de Maria Elena Walsh (1964), com boa tradução de Gláucia de Souza e as iluminações de Angela Lago, em ZOO LOUCO (Projeto, 2011)
Caso as Cobras fossem tão gabolas,
se usassem calças, luvas, cartolas
e lenços de seda feitos
não haveria jeito:
ficariam tão feias como outrora.

A redução da fábula à forma do limerique não diminui o desnudamento do homem sob a máscara animal. Ao virar a página, encontro um comentário visual sobre nossos hábitos que extrapola em alguns decibéis a escuta do poema. A narrativa é clara; a crítica necessária é nutritiva de leituras como a gema de um ovo, uma novidade renovada.


Em outro livro, as contradições humanas são evitadas desde o ninho. Com o texto verbal de Ana Rosa Costa e as ilustrações de Odilon Moraes, CASA DE PASSARINHO (Positivo, 2018) promove um reforço à vida organizada e amena, por todos os cômodos da imaginação.



Da provocação da arte ao signo utilitário da literatura em prosa e imagens, a realidade da fábula permite pequenos reflexos, grandes reflexões. E o acaso-sem-esforço me traz um parágrafo do manifesto dadá 1918
*** Toda obra de pintura ou plástica é inútil; que ela seja um monstro que faça medo aos espíritos servis, e não adocicada para adornar os refeitórios dos animais com roupas humanas, ilustrações desta triste fábula da humanidade.
Fragmento extraído do livro organizado por Gilberto Mendonça Teles: VANGUARDA EUROPEIA E MODERNISMO BRASILEIRO (1975, 17.ed. Vozes, 2002) p. 140 e destas e outras cabeças de aves e pássaros, eu volto a ema e a memefacção da fábula.



1 de novembro de 2015

de volta às sombras, de volta à vida

Ilustrações Comparadas 10



Da infância à morte, destino de todos, a beleza jamais mente.

Porque uma menina são todas as meninas brincando de rodar o aro de arame ou pega-pega a borboleta que escapa... Da pintura metafísica de Giorgio de Chirico – Mistério e melancolia de uma rua (1914) ao livro de imagem de Cris Eich – LONGAS SOMBRAS AO CAIR DA TARDE (Sesi-SP, 2013), o tempo na construção clara é como o pensamento científico, alinhado e repetitivo, porém há o outro lado onde toda a filosofia passeia fora de esquadro com seus assombramentos. Todas as meninas são as pessoas e suas lembranças na rua vida pátio curso, chão onde o corpo pisa, é preciso intuir e iluminar quem vai, vem ao encontro de mim, ou vou eu mesmo, senão... a existência?

* Ler a resenha [Papilio innocentia], publicada
em 18 dez. 2013 a respeito do livro de Cris Eich.

Uma postagem com trilha sonora.
Ou uma aula de leitura de imagem, livro de imagem, narrativa, poesia, inglês...

22 de julho de 2015

deram os peixes a voar II

Quando o carteiro chegou... 8
O'ABRE ASPAS com Ilustrações Comparadas


Começo a pensar que gosto bastante de peixes
ou tenho me tornado repetitivo no título das postagens, pois já escrevi e mostrei como deram os peixes a voar nos livros de literatura para crianças [aqui]. Agora recebi e comecei a ler CÉU DE FUNDO DO MAR e outras histórias, um lançamento recente de Janaína Michalski, bolsista de criação literária pela Funarte/Ministério da Cultura, com ilustrações de abertura de capítulo e delicadas vinhetas de Aline Abreu (Autêntica, 2015). É a capa, no entanto, que honestamente me pesca e me enreda na imageria de André Neves confabulando espelhos e sonhos para AH! MAR, um texto de 1985 escrito por Bartolomeu Campos de Queirós (RHJ, 2007) [leia+].

Mas, vejam: esses peixes que se levam na cara das personagens, também me fazem lembrar de uma descrição arguta de Alice Vieira. Tive minhas tias-avós espanholas, Maria, Petra, Escolástica, Isabel, Lola mas nenhuma que fosse Josefa. No entanto, minha mãe vivia cantando (ela também se repetia, quando encontrava alguém de espírito amuado) que às vezes andávamos à moda de Josefa “Pepa” Bandera...
Pepa, no me des tormento
Pepa, no me hagas sufrir
Pepa, vivo de tu aliento
Pepa, y muero por ti [leia+].
Ora, uma broma era o que era porque é una canción (como dizer?) muy hortera [aquí] y [aquí]. Bendito seja! Voltemos à literatura – O’ABRE ASPAS* com Alice Vieira, em OS OLHOS DE ANA MARTA (Edições SM, 2005):
D. Pepa usava na cara todos os produtos de beleza anunciados na televisão, e todos eram sempre melhores que os anteriores, “como no me dé cuenta antes?”, e todos eram milagrosos e prometiam juventude eterna. Lábios vermelhos, pálpebras verdes ou azuis, bochechas em tom de ocre e, para culminar a obra de arte, um artístico sinal muito preto do lado esquerdo do queixo. Às vezes D. Pepa ainda pegava num lápis e com ele fazia dois traços escuros (geralmente tremidos, pois a mão já lhe faltava) a sublinhar os contornos dos olhos. Então os olhos de D. Pepa pareciam peixes a navegar no mar colorido do seu rosto [...] ao olhar para ela, nas tardes de sexta-feira, só via peixes desenhados na poeira dos caminhos.
* (Alice Vieira, 2005: 35-6)

24 de março de 2014

deram os homens a sonhar

O.O Sagae: Ilustrações Comparadas


Os olhos de Marinho, por André Neves, no livro O CAPITÃO E A SEREIA (Scipione, 2007), traduzem “a vontade de sentir o corpo molhado pelos encantos aquáticos”. Ora, em grande parte das línguas neolatinas, o mar não é um substantivo masculino e somente uma canção portuguesa, com versos de Vitorino e Hélia Correia, afirma que

“por tantos homens atrair
tem la mar de ser mulher
com voz de sereia os chama
com segredinhos de dama
deles faz o que bem quer”


Os olhos de quem não sabe nadar ou voar, por Rui de Oliveira,
em A sereia e o caçador de borboletas, de Adriana Lisboa (Rocco, 2009).

13 de março de 2014

deram os peixes a voar

O.O Sagae: Ilutrações Comparadas

O peixe do poeta se pescava com palavras dentro d’água, morria afogado no ar. Também ele dizia em verdade e prosa: “Um dia na vida de um peixe dá para viver muita coisa.” Não sei quando, em que rio onde, deram os peixes a voar pela imaginação que jamais adormece nas páginas dos livros ilustrados para crianças. Olhos são mesmo peixinhos. Do dentro de meninos e meninas agora escorrem os cardumes em algo de céu e calabouço. É tempo de melancolia.


Ilustração de Alicia Baladan realizada em 2011 para CÉU MENINO, do poeta italiano Alessandro Riccioni (Pulo do Gato, 2013).


Thais Beltrame para BENJAMIN, POEMA COM DESENHOS E MÚSICAS, narrativa de Biagio D’Angelo (Melhoramentos, 2011). [saiba+]
 

Alexandre Rampazo nas ilustrações para CAIXINHA DE GUARDAR O TEMPO, de Alessandra Roscoe (Gaivota, 2013). [saiba+]

15 de março de 2013

guardo segredo ou faço uma postagem?

Três ideias visuais que se apresentam


Pode uma imagem resenhar um livro de imagem ou, ao menos, desenhar seu perfil? Tentemos um diálogo quase mudo, à boca pequena. A extensão da fofoca: “Gossip”, de Norman Rockwell, na capa da revista The Saturday Evening Post, 6 de março de 1948. Afinal,


Foi em fevereiro de 2006... Tânia Piacentini presenteou os amigos do site Dobras da Leitura (Ano VI, n.30) com um artigo e o cartaz-publicitário do jornal Leia, apresentando uma galeria de autores em secretas conversas. Em sua coluna Alinhavos, explicava a amiga da Barca dos Livros, na nota de rodapé: “O cartaz está emoldurado na parede de meu escritório-biblioteca e muitos exemplares, encadernados, me trazem de volta pessoas, artigos, fotos e fatos, discussões, teorias e fofocas, vidas, a vida literária do país e do mundo. Retrato ainda vívido e substancial da cultura do fim da década de 70 e grande parte dos anos 80.” – Cultura também se fofoca.


Então, o livro de imagem de Renato Moriconi em parceira com Ilan Brenman, TELEFONE SEM FIO (Companhia das Letrinhas, 2011). Pintura ou argumento? Para cada um desenhar suas próprias relações...

Pode uma sequência de imagens resenhar um livro?

***

P.S.1. Das mais curiosas lições para escrever uma rádio-ficção, aprendi que não é importante revelar os segredos de um personagem: basta simplesmente contar ou indicar que uma pessoa os tem a fim de despertar o interesse da audiência. Com Harri Huhtamäki (YLE), 1994.

P.S.2. Você aí viu García-Marquez, Kafka, Borges, Clarice Lispector, Brecht, Shakespeare, Mário de Andrade, Simone de Beauvoir, Pessoa, Joyce, Beccket, Proust, Amado, Ernest Hemingway, Doris Lessing, M. Duras, Sartre e... novamente o Gabriel?

31 de julho de 2011

a bola que passa tinindo...

peter o'sagae


Seria difícil escolher um livro que fosse um verdadeiro show de bola. No entanto, Hardy Guedes consegue por as palavras em campo para vencer – e convencer o leitor mais perna-de-pau a jogar no time da poesia. Com desenhos de Renato Moriconi, O BAILADO ESPORTIVO (Prumo, 2009) faz a bola e a rima rolarem terra, cimento, areia e gramado, descrevendo passes ousados e gols quase impossíveis, num clima de pura euforia. A ilustração é um drible em duas cores no movimento ligeiro da palavra com a imagem.


Como se faz gol de bicicleta?
Com Moriconi e Maurício Negro.


* Imagem extraída do [livro abaixo].

2 de dezembro de 2010

dezembro adivinhando Belém

por Peter O’Sagae


“E os dois sairão pelo mundo / que é como um jardim / apenas mais largo / e talvez mais comprido / e que não tenha fim.” — Da poesia em versos, de Cecília Meireles, na companhia das imagens de Lúcia Hiratsuka: O MENINO AZUL (Global, 2004).


“... inaugurando o que andava esquecido. Nas vésperas da noite ela se agasalhava entre as cores do crepúsculo para sonhar constelações. Nas vésperas do dia a menina se cobria com os matizes da aurora para sonhar com o muito depois do azul. Flora, carregada de indagações, passeava pelos prados.” — Da poesia em prosa, de Bartolomeu Campos de Queirós com ilustrações de Ellen Pestili: FLORA (Global, 2009).

23 de fevereiro de 2010

Lugares de onde se espia o mundo


O que é que há aí para ver?

Contrastes e semelhanças entre uma página do livro O peixe e o pássaro, de Bartolomeu Campos de Queirós com fotografias de Haroldo Carneiro (Formato, 1974), e a capa de Meninos do mangue, de Roger Mello (Companhia das Letrinhas, 2001).