16 de dezembro de 2025

ando aos cacos

dobrasdaleitura | ando aos cacos, com os versos, aforismos e manchetes do cotidiano que vão compondo a poesia de Érica Paiva Rosa, neste projeto reunindo cinco códices iniciados igualmente, convidando o leitor a encontrar todas as peças, juntar os temas — como eu fiz, empilhando um quarteto lírico e metalinguístico —

[52]
cada mulher é um mar
para conhecer suas ondas
é preciso perguntar à lua
por onde se pode navegar
[91]
em casa de velho marujo
a solidão faz muito barulho
[65]
minha saia solta
fazendo ciranda
com sua camisa aberta,
nós dois vestidos de praia
em meio à cidade de pedra
[38]
a poesia passou e ninguém viu
todo mundo ficou preocupado
procurando o poema
esses cacos — sociedade, mulher, descoberta, palavrear, afeto — têm o projeto gráfico de Daniel Minchoni e essa primeira edição foi impressa “em casa” para o lançamento na @livrariagrafica no último sábado, enfim — essa poética das coisas breves se estende pelo pequeníssimo zine do @centrodememoriaoperaria de Sorocaba (CMOS), um imagiário com fachadas de antigas casas —

@ericapaivarosa
@slampevermelho
#dobrasdapoesia

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