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18 de julho de 2020
a hora da estrela
☆ A CULPA É MINHA
ou A HORA DA ESTRELA
ou ELA QUE SE ARRANJE
ou O DIREITO AO GRITO
ou QUANTO AO FUTURO
ou LAMENTO DE UM BLUE
ou ELA NÕ SABE GRITAR
ou UMA SENSAÇÃO DE PERDA
ou ASSOVIO NO VENTO ESCURO
ou EU NÃO POSSO FAZER NADA
ou REGISTRO DOS FATOS ANTECEDENTES
ou HISTÓRIA LACRIMOGÊNICA DE CORDEL
ou SAÍDA DISCRETA PELA PORTA DOS FUNDOS ☆
Os muitos títulos ou links para o não-romance de Clarice Lispector, após o Romantismo, após o Realismo, após todas as escolas e teorias, o que apenas restou à literatura brasileira é a rarefação da narrativa, em A HORA DA ESTRELA (1977) #FiqueBem #FiqueFirme #FiqueEmCasa #AbreAspas2020
9 de junho de 2018
dobras da leitura em curso, 1
Hora de recolher os livros que aqui foram se acumulando em cima da mesa durante oito semanas... Esses títulos marcaram uma trilha de leituras compartilhadas complementares ao trabalho de textualizar histórias, prazeres, temores e outras invenções no curso Escrever para Crianças 2018.
Depois de Lobato, o que há? Foi interessante pontuar a incessante apropriação dos personagens da literatura universal até os mais contemporâneos: da comunicação narrativa de Dona Benta sobre as aventuras de Peter Pan (1930) à fome de brincar com o Lobo Mau, em tantos autores, o leitor cai dentro do livro com Alexandre Rampazo: ESTE É O LOBO (2016). A fim de desconstruir papéis ou os gêneros da literatura de tradição, o leitor passou a ser convocado a tomar decisões sobre como, onde e quando despertar uma história, e isso bem demonstra o capítulo inicial de Glaucia Lewicki: ERA MAIS UMA VEZ OUTRA VEZ (2006). Ou então Laura Rankin: POMPOM E BICUDO (1997). Ler para frente, ler para trás. Ler sob muitos ângulos, como propunha a coleção DOZE OLHOS E UMA HISTÓRIA, com Angela Carneiro, Lia Neiva e Sylvia Orthof, mais Elisabeth Teixeira, Roger Mello e Mariana Massarani nas ilustrações (1994).
Com um pé no conto e outro na fábula, um dedo apontando o universo mágico-simbólico e outro a alegoria/metáfora, vamos chegando às histórias de animais contemporâneas. Aqui é preciso também pensar na variedade de intenções: há sempre um texto atrás de novos textos, repetindo, parafraseando, questionando, parodiando, velhos modos de pensar e sentir a realidade... Como é “O lobo e o cordeiro” retomado por Millôr Fernandes: FÁBULAS FABULOSAS (1963)? E a “História de uma gata”, na tradução de Chico Buarque para OS SALTIMBANCOS (1976)? E olha ali o LIN E O OUTRO LADO DO BAMBUNZAL, de Lúcia Hiratsuka (2004).
O leitor está sempre inscrito no texto, daí a importância de ancorar bem, logo de saída, sua presença na cena da comunicação narrativa. E o escritor é o narrador? Um ou outro pega a criança pela mão para atravessar a história? Fomos aos diálogos com uma possível Clarice Lispector, em O MISTÉRIO DO COELHO PENSANTE (1967), e ao fio que não cessa de torcer a Sorte e a Preguiça, no mirabolante corre-corre de Roger Mello: MENINOS DO MANGUE (2001). E então: conto, fábula, narrativa em encaixe ou tudo ao mesmo tempo agora?
Depois de Lobato, o que há? Foi interessante pontuar a incessante apropriação dos personagens da literatura universal até os mais contemporâneos: da comunicação narrativa de Dona Benta sobre as aventuras de Peter Pan (1930) à fome de brincar com o Lobo Mau, em tantos autores, o leitor cai dentro do livro com Alexandre Rampazo: ESTE É O LOBO (2016). A fim de desconstruir papéis ou os gêneros da literatura de tradição, o leitor passou a ser convocado a tomar decisões sobre como, onde e quando despertar uma história, e isso bem demonstra o capítulo inicial de Glaucia Lewicki: ERA MAIS UMA VEZ OUTRA VEZ (2006). Ou então Laura Rankin: POMPOM E BICUDO (1997). Ler para frente, ler para trás. Ler sob muitos ângulos, como propunha a coleção DOZE OLHOS E UMA HISTÓRIA, com Angela Carneiro, Lia Neiva e Sylvia Orthof, mais Elisabeth Teixeira, Roger Mello e Mariana Massarani nas ilustrações (1994).
Com um pé no conto e outro na fábula, um dedo apontando o universo mágico-simbólico e outro a alegoria/metáfora, vamos chegando às histórias de animais contemporâneas. Aqui é preciso também pensar na variedade de intenções: há sempre um texto atrás de novos textos, repetindo, parafraseando, questionando, parodiando, velhos modos de pensar e sentir a realidade... Como é “O lobo e o cordeiro” retomado por Millôr Fernandes: FÁBULAS FABULOSAS (1963)? E a “História de uma gata”, na tradução de Chico Buarque para OS SALTIMBANCOS (1976)? E olha ali o LIN E O OUTRO LADO DO BAMBUNZAL, de Lúcia Hiratsuka (2004).
O leitor está sempre inscrito no texto, daí a importância de ancorar bem, logo de saída, sua presença na cena da comunicação narrativa. E o escritor é o narrador? Um ou outro pega a criança pela mão para atravessar a história? Fomos aos diálogos com uma possível Clarice Lispector, em O MISTÉRIO DO COELHO PENSANTE (1967), e ao fio que não cessa de torcer a Sorte e a Preguiça, no mirabolante corre-corre de Roger Mello: MENINOS DO MANGUE (2001). E então: conto, fábula, narrativa em encaixe ou tudo ao mesmo tempo agora?
Dobras da Leitura O'Blog tem [+]
Alexandre Rampazo,
Angela Carneiro,
Chico Buarque,
Clarice Lispector,
Elisabeth Teixeira,
Glaucia Lewicki,
Lúcia Hiratsuka,
Mariana Massarani,
Millôr Fernandes,
Monteiro Lobato,
Roger Mello,
Sylvia Orthof
21 de agosto de 2015
sobre a alma brasileira
O’ABRE ASPAS em 1 parágrafo e 12 cliques
“Há uma realidade nossa que de tão volátil quase nos escapa. Essa realidade nasce de entre as lendas como se erguessem gigantes, delfins e duendes de dentre névoas. Mas o que se ergue na verdade representa o que há de fantástico, sumarento e rico no País” (Clarice Lispector)*
* O’ABRE ASPAS em 1 parágrafo e 12 cliques: fragmento do texto escrito por Clarice Lispector em dezembro de 1976 que serve de prefácio a recente edição de sua obra DOZE LENDAS BRASILEIRAS: COMO NASCERAM AS ESTRELAS, e as ilustrações de Suryara (Rocco, 2014). Um Brasil para você lembrar todos os meses do ano entre imagens, aliterações e a doce voz literária que canta suave a sua vitória.
“Há uma realidade nossa que de tão volátil quase nos escapa. Essa realidade nasce de entre as lendas como se erguessem gigantes, delfins e duendes de dentre névoas. Mas o que se ergue na verdade representa o que há de fantástico, sumarento e rico no País” (Clarice Lispector)*
* O’ABRE ASPAS em 1 parágrafo e 12 cliques: fragmento do texto escrito por Clarice Lispector em dezembro de 1976 que serve de prefácio a recente edição de sua obra DOZE LENDAS BRASILEIRAS: COMO NASCERAM AS ESTRELAS, e as ilustrações de Suryara (Rocco, 2014). Um Brasil para você lembrar todos os meses do ano entre imagens, aliterações e a doce voz literária que canta suave a sua vitória.
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