por Peter O'Sagae
Por vezes, usamos palavras demais para pensar no silêncio. Por vezes, um silêncio pouco suficiente para falar dos sentimentos. O homem que amava caixas certamente não tinha palavras, ou disposição junto a elas, para dizer ao filho o quanto o amava — mas tinha as caixas para preencher o silêncio que habitava entre eles. Transformadas em castelos e aviões para o menino brincar, as caixas sempre foram uma maneira muito especial de compartilharem um sentimento mútuo. Em silêncio.
Escrito e ilustrado por Stephen Michael King, O HOMEM QUE AMAVA CAIXAS (Brinque-Book, 1997) é um delicado livro ilustrado, produzido originalmente em 1995.
A imagem visual encarrega-se de transmitir a informação que o código lingüístico estrategicamente silencia — a descrição de cenários, tempo e paisagens, mais a caracterização de personagens, animais, objetos, etc. E a distância entre pai e filho é reforçada pela expressão dos olhos, pelas cores, pela oposição entre espaços fechados e abertos.
Inicialmente, como dentro de sua própria caixa, o homem lê um livro no conforto da sala de casa, sai à varanda, retorna para sua oficina. O filho é todo horizonte, praia, mar e montanha, cabelos ao vento em desalinho e desalento. O tempo preenche caixas de todos os tipos e tamanhos... As novidades construídas pelo pai acabam por trazer o menino para mais perto e dentro de casa, enquanto outros brinquedos permitem voos lá fora, no alto e imenso céu. Ambos sabem que não é preciso dar ouvidos ao estranhamento dos outros, porque nem todos os sentimentos necessitam ser verbalizados.
Por vezes, usamos palavras demais para pensar no silêncio. Por vezes, um silêncio pouco suficiente para falar dos sentimentos. O homem que amava caixas certamente não tinha palavras, ou disposição junto a elas, para dizer ao filho o quanto o amava — mas tinha as caixas para preencher o silêncio que habitava entre eles. Transformadas em castelos e aviões para o menino brincar, as caixas sempre foram uma maneira muito especial de compartilharem um sentimento mútuo. Em silêncio.
Escrito e ilustrado por Stephen Michael King, O HOMEM QUE AMAVA CAIXAS (Brinque-Book, 1997) é um delicado livro ilustrado, produzido originalmente em 1995.
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Inicialmente, como dentro de sua própria caixa, o homem lê um livro no conforto da sala de casa, sai à varanda, retorna para sua oficina. O filho é todo horizonte, praia, mar e montanha, cabelos ao vento em desalinho e desalento. O tempo preenche caixas de todos os tipos e tamanhos... As novidades construídas pelo pai acabam por trazer o menino para mais perto e dentro de casa, enquanto outros brinquedos permitem voos lá fora, no alto e imenso céu. Ambos sabem que não é preciso dar ouvidos ao estranhamento dos outros, porque nem todos os sentimentos necessitam ser verbalizados.
Eu adoro este livro!!!
ResponderExcluirPerfeito pro dia dos pais...
=)
Esse cara é como eu.. além do Caixa Postal, do Caixa Surpresa, no Jogo Limpo falo sobre a caixa de lágrimas..:-)
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