10 de fevereiro de 2011

é a lua análoga na água

Dobras da Leitura recebeu...


“Quando ouviu pela primeira vez a história de um macaquinho que queria pegar a lua, o mineiro Sérgio Capparelli não imaginava que estava para perder o sossego. O tempo passou. E pela segunda vez ouviu a antiga história. Havia se aposentado e morava na China. Explicaram-lhe que se tratava de uma lenda chinesa. Não se importou com a explicação, porque Minas Gerais e a China são o mesmo lugar, com nomes diferentes. De passagem por São Paulo, decidiu escrever em versos a história. Tempos depois, morando numa cidadezinha no norte da Itália, chamada San Vito al Tagliamento, quando no fim da tarde saía de bicicleta pelo campo, avistava a lua no alto da montanha. Ele então ficava perplexo, observando a lua de sempre.” Da apresentação do livro A lua dentro do coco, de Sérgio Capparelli e Guazzelli (Editora Projeto, 2010).


Onde a reina a brincadeira, macacos e uma farra de signos: como toda fábula permanece aberta a interpretações morais, semioticamente ;-) a narrativa milenar revela o incansável esforço de alcançar a lua, alhures, objeto primeiro das representações vindouras, enquanto resta-nos a alegria de suas imagens icônicas e simbólicas: é a lua análoga na água dentro do coco que é céu doce e estrelado.


Ó lua cheia que nos ronda!

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