18 de agosto de 2011

cores, ventos, radar e bartolomeu

sagae o sagae


Os sentidos cinco que temos não são radares ou fim para dividir as experiências, mas ajudar a reconstituir a essência que somos. Bem querer, colheres e descoberta. Há, nisso, algo de fenomenologia e metafísica. Para todos. Para crianças? Assim seja. Em puro estado de elevação e movimento, as palavras de Bartolomeu acordam o olhar, tecendo fantasias sobre tudo, muito, pouco e aquilo mais, o que permanece escondido atrás das coisas. Ou dentro do silêncio, para escutar os lugares que o pensamento visita, a seu jeito. Além da visão, ou delicada audição: o olfato, o paladar e o tato em roda. Pelo corpo inteiro, todos os sentidos que os cinco sentidos têm.


Um livro de Bartolomeu Campos de Queirós publicado há tanto tempo pela editora Miguilim, em 1999, segunda edição pela Companhia Editora Nacional, em 2004, e ainda novo, belamente ilustrado e colorido por Camila Mesquita para a Global, em 2009.


Com sua prosa poética, o escritor mineiro reinventa o nosso modo de estar no mundo: eu-lírico sentindo-se finito e infinito, bem medido e acabado, com os pontos cardeais na ponta das mãos, leste e oeste, o olhar voltado para o norte e todo o sul, passado e sonhos, às costas. Reflexão e leveza, o tempo que passa, primavera, verão, outono, inverno... o coração que dispara e acolhe as sugestões que o relógio do pensamento traz, a bússola da vida. Tão perfumada de sinestesias para nos orientar por dentro, rosa dos ventos.


Outro livro de Bartolomeu Campos de Queirós, lançado em 2000 pela simpática Miguilim, que também passou pela Companhia Editora Nacional, em 2004, e ganha agora a terceira edição com ilustrações de Camila Mesquita: Global, 2009.

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