22 de abril de 2016

... fazer da vida um grande moitará

Peter O'Sagae


Dia do Descobrimento do Brasil é também Dia Mundial da Terra, uma data que nos remete às lições do passado rumo à visão urgente de um futuro sustentável. PINDORAMA, TERRA DAS PALMEIRAS, de Marilda Castanha (1999), não é apenas um livro informativo, mas um livro de afetos e ideias para quem sabe que vive em uma aldeia global.
“No tempo de Pindorama, o índio era dono sem comprar, produzia sem pensar em lucros e dividia o que caçava entre os parentes e membros de sua tribo. “Uma ajuda num parto, a confecção de um arco, ou a cura de um parente também eram pagos com um pedaço de caça ou um colar, dependendo do que se tinha naquele momento. “E havia o moitará, que acontecia quando as mulheres se reuniam para trocar aquilo que não queriam ou de que não precisavam mais. No centro da aldeia, trocavam um objeto por outro.
“Hoje em dia, povos diferentes também trocam entre si aquilo que têm por aquilo que não fabricam. Quem faz belos potes de cerâmica, bancos de madeira, sal ou pendentes de orelha pode trocar com outros povos que fazem a pasta de urucum ou gamelas de madeira. “Desse jeito, divisão e soma andam juntas. Em cada troca confirmam que bicho, gente, terra, água, peixe, árvore e ar podem fazer da vida um grande moitará. “Um montará onde cada povo indígena possa continuar a viver.” 
A obra de Marilda Castanha conquistou o reconhecimento de Melhor Livro Informativo – FNLIJ 2000, Prêmio Jabuti de Ilustração, Runner-up no Concurso Noma do Japão e o Prêmio Octogonal da França, tendo sido reeditado pela Cosac Naify em 2008.

 * * * Ver mais no blog de Marilda Castanha
<> marildacastanhailustradora.blogspot.com.br/2011/10/ilustracoes-do-livro-pindorama-terra.html

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