29 de maio de 2017

palavra, design, colagem

Peter O.ô Sagae


O mundo é certo em suas alternâncias, ou é dia, ou é noite. Às vezes, no entanto, o mundo oscila, faz um pouco de claro e de escuro, faz um pouco de frio e de calor – o mundo vai criando movimento, mas o sujeito indeciso balança a cabeça e pensa: que roupa eu visto, com que roupa eu vou? Assim sua vida, suave nem sempre, vai seguindo cheia de dúvidas... Talvez as crianças não me entendam, quando exclamo: não sei se caso ou compro uma bicicleta, se saio correndo ou fico tranquilo – e igual a mim, igual a você, é o Tomás com seus dilemas, seus problemas num jogo de Debora Barbieri, publicado juntamente ao coletivo literário BabaYaga.


TANTO FAZ, TOMÁS (2016) nasceu verbal inicialmente como um poema sobre um personagem que nunca sabe o que faz, movendo-se através de perguntas sem sair do lugar, porque esse Tomás não anda num zás... E havia uma brincadeira (será que posso eu contar?) que permitia aos versos serem lidos do começo ao fim, do fim ao começo #prontofalei Mas depois o próprio jogo jogou-se sozinho e trouxe um dilema, ao virar um livro-sanfona, era ainda o mesmo ou novo texto?


Às palavras, juntaram-se desenhos, colagens e design – porém, o mais importante: um sentido de leitura da esquerda para a direita. Não era mais o arranjo de versos que cabem num rápido lance de vista e, assim, poderiam ser lidos, de alto abaixo ou dos pés pra cima. Era necessário pensar em cada dobra no vai-e-vem do papel e fazer a leitura virar o Tomás de trás pra frente, da frente pra trás!


BabaYaga, oba!
Nossos livros têm histórias ☺

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