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1 de agosto de 2011

aforismos, sem desaforos

peter o'sagae



Eis aí o desafio: nenhum poema realmente ultrapassa três linhas, porém abraça ideias que vão além da própria leitura. É preciso parar para pensar e pensar para não ficar parado, preso a um tempo que já foi presente, agora é passado... A vida, ao poeta, parece curta demais para ser vivida ou lida à força de um twitter, quando em quando, dos seus versos, rescende um tom de antecipada nostalgia. POEMAS PARA LER NUM PULO, com ilustrações de Flávio Fargas (Dimensão, 2009), revela um Leo Cunha bastante filosófico, ainda que bem humorado. Ao perguntar-se onde guardar o futuro, ele define cenas e situações com a poeira da memória que empurra para baixo do tapete... de um tapete voador!


20 de agosto de 2010

Mais histórias à vista


A relação palavra&imagem subsiste em qualquer gênero da literatura para crianças — e está aí Amora, com roteiro de Sonia Junqueira e ilustrações de Flávio Fargas (Positivo, 2009). Além da atribuição unívoca do nome ao personagem estampado na capa, medalhinha no pescoço com a letra A, outro elemento para-textual que é a dedicatória alerta o leitor para o fato de Amora ser uma cadelinha vira-lata. Sapeca e atrevida, ela tem sempre na boca um irresistível pedaço de pano, a barra da calça, o cabo da tomada elétrica, um cinto, uma mochila, um etc. e tal de coisas que pode morder e puxar adiante. E não adianta dar bronca, nem levar Amora para passear na coleira... Essa apresentação da personagem vai até a metade do livro! A narrativa mesmo começa na página 14, quando, um dia, Amora encontra e tira da boca do bueiro uma boneca de pano. Flávio Fargas utilizou alguns sinais gráficos de movimento e molduras da HQ para caracterizar as repetidas ações e mise-en-scène da Amora pretinha.

Elementos da linguagem dos quadrinhos também se fazem presentes na proposição de Rogério Coelho, O gato e a árvore (Positivo, 2009), um livro de imagem que mostra a amizade entre um gato e um corvo cantante. Eles plantam e cuidam de uma árvore, por muitos dias, por muito tempo, até surgir alta e frondosa... A narrativa visual cede lugar ao caráter descritivo das imagens sobre o crescimento da árvore e as mudanças climáticas. [+]

É o desejo de ouvir mais de perto o pássaro cantar que movimenta o livro de imagem narrativo Arapuca, de Daniel Cabral (Positivo, 2009). Em uma remissão ao velho conto de Andersen, o autor transforma o filho de um catador de papel no imperador de seu próprio quarto, enfeitando suas paredes com tudo o que encontra e lhe agrada entre revistas, cartazes e papelões descartados pela sociedade.


Ilustração extraída de [danielgcabral.blogspot.com]
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