23 de maio de 2011

quando dois é bom demais

peter o.o’sagae


— Você não vai me ajudar a guardar essa bagunça, papai? Você também brincou, agora precisa arrumar junto comigo! — ela reclamou.
— Da próxima vez, eu não vou mais cair na sua conversa, ouviu, dona Olívia mandona? — o pai alertou...

Porém, todas as tardes, era assim: a menina vinha dizer só uma coisinha e terminava enrolando papai Raul com brincadeiras e aquela bagunça, as bonecas espalhadas pelo tapete da sala, para guardar. Papai Raul é pintor, papai Luís vive ligado ao computador. E Olívia tinha prometido não atrapalhar seu trabalho a não ser que algo muito grave viesse acontecer, como... uma filha quase “desfalecendo” de fome? Papai Luís segura o riso, mas não resiste!

Na trama afetiva do cotidiano, OLÍVIA TEM DOIS PAPAIS, de Márcia Leite com ilustrações de Taline Schubach (Companhia das Letrinhas, 2010), põe foco nas alegrias e nos desafios da pequena e esperta Olívia para conseguir ganhar um estojo de maquiagem e perfume “de verdade”, tendo evidentemente, ao fundo, a estabilidade do casal. Uma família que se aconchega pelos laços do amor para ninguém encontrar defeito.


— Sabia que você é um pai encantador? [...] “Encantador” era uma palavra que Olívia guardava para usar em situações muito especiais, principalmente quando tinha planos...

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