6 de julho de 2012

um Enigma na teia de histórias

Temporada de contos e recontos, 5
a primeira resenha de peter o‘sagae* em 4 postagens


Sabemos que todas as histórias se perdem na noite dos tempos, narradas em diferentes lugares e, de repente, vamos encontrando seus personagens e enredos nas páginas de um pequenino livro: é o caso da princesa adivinhona tal e qual Angela-Lago resgata em Sua Alteza, a Divinha (RHJ, 1990), transportada para um texto deliciosamente combinando palavra & imagens ao ritmo de uma carta enigmática. Trata-se da história de uma princesa que se julga saber tudo e somente irá se casar com aquele que a conseguir derrotar em um jogo de adivinhações. Pois bem, que vieram lá os pretendentes! Todos, porém, acabaram na forca: rei, capitão, soldado, ladrão: era uma vez! Até que...


(Ah, não vou contar toda história, não. Vamos deixar o que acontece depois para depois) Interessa agora saber um pouco mais sobre essa antiga personagem...

É provável que Sua Alteza tenha nascido no Oriente, em uma terra escondida entre as mais diversas adaptações d’As Mil e Uma Noites... E lá começa o enigma: existiu, em tempos distintos, uma mulher de notável inteligência, conhecedora das artes e dos mistérios, medicina, astronomia, filosofia, lógica e toda ciência. Chamava-se Tawaddoue. Um tribunal formado por sábios e doutores foi convocado para interrogá-la, mas a moça saiu-se muito bem, formulando boas respostas. E sua fama correria mundo, apelidada Douta Simpatia através das paragens da tradição europeia.

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