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16 de dezembro de 2014

quadras para o verão

Dobras da Leitura recebeu


Marco Haurélio nasceu no sertão baiano e reuniu quadras, umas poucas adivinhas rimadas e cantigas do ciclo natalino, celebrando a poesia popular e o verde que renasce na estação das chuvas, durante dezembro. Saborosas, as quadrinhas foram quase sempre organizadas pela repetição do primeiro verso, variando depois as sequências. LÁ DETRÁS DAQUELA SERRA, il. Taisa Borges (Peirópolis, 2013).


Lenice Gomes, que nasceu no agreste pernambucano, juntou-se ao paulista Giba Pedroza e colheram, improvisaram e arranjaram quadrinhas com quem inventa um diálogo, lembrança de moços enamorados e meninas em roda, no livro ALECRIM DOURADO E OUTROS CHEIRINHOS DE AMOR, il. Cláudio Martins (Cortez, 2011).


E Elias José convida os leitores para conhecer o cancioneiro simples e amoroso de Fernando Pessoa, a partir de exemplos colhidos do livro Quadras ao gosto popular, publicado postumamente em 1965. Elias selecionou os versos mais próximos da sintaxe, do vocabulário e da sonoridade da língua portuguesa falada e escrita no Brasil, e assim surgiu FERNANDO PESSOA: O AMOR BATE À PORTA (Paulus, 2007).

Um novo ano + poético para você!

12 de junho de 2009

Vendo girar as ruas da folia



Lenice Gomes
il. Elisabeth Teixeira
Brincando adivinhas
Paulinas, 2003

ISBN 9788535610529
32p.


Poesia e adivinha é o que há — e, em livro de Lenice, não pode faltar. E assim é desde sua primeira obra publicada com a parceira de Elisabeth Teixeira, trazendo algazarra e toda pororoca de alegria de seu cantar. Pois bem: Brincando adivinhas!

A folia começa às quinze horas marcadas, assim falou a vendedora de maçãs meladas, maçãs do amor pra quem quer comprar. E logo-logo chega Pai Francisco com cartola de estrela e viola, seguido pela radiante Flor do Dia, tiradeira de adivinhas, com pandeiro e laço de sete fitas, em cima das pernas de pau. A moça reina e roda com a adorável platéia, não deixa ninguém quieto, um momento sem pensar! Puxa perguntas do arco-da-velha pra gente sem memória se lembrar e pr’os mais novos divertir — puxa, pelas mãos, as crianças e vai formando cordão. Até que as risadas vão cessando e vai ficando a saudade, mesmo antes da despedida.

Em seus textos, Lenice Gomes tem recuperado a folia de rua juntamente a outras cenas representadas por artistas populares, colando num repente poético adivinhas, em meio a quadrinhas de pé-quebrado e sextetos que dispensam rimas, porém exigem agilidade, ritmo e fôlego para conjuminar sentido. Mesmo assim, se você sentir que as idéias ficam embaralhadas, não desista fácil, não! As ilustrações seguem rentes ao texto e não falham uma pista ;-) E quem é bom observador logo vai adivinhar que Elisabeth Teixeira faz o olho traçar uma panorâmica festiva: é como se todos nós estívessemos no largo, em meio aos brincantes, vendo girar as ruas da folia.

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